Operação prende dois denunciados de chefiar o Escritório do Crime, de assassinatos por encomenda

Operação prende dois denunciados de chefiar o Escritório do Crime, de assassinatos por encomenda

30/06/2020 as 07:36

Por Edivaldo Dondossola, Lilian Ribeiro e Márcia Brasil, TV Globo e GloboNews

 


MP e Polícia realizam operação contra grupo suspeito de cometer assassinatos
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MP e Polícia realizam operação contra grupo suspeito de cometer assassinatos

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciaram nesta terça-feira (30) a Operação Tânatos, contra homens denunciados como chefes do Escritório do Crime.

O grupo, formado por policiais, ex-policiais e milicianos, é investigado por uma série de homicídios -- o atentado contra a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes é um deles.

Até a última atualização desta reportagem, dois dos quatro alvos tinham sido presos: os irmãos Leandro e Leonardo Gouvêa da Silva -- o Tonhão e o Mad.

O juiz Bruno Rulière, da 1ª Vara Criminal Especializada, expediu ao todo quatro mandados de prisão e 20 de busca e apreensão.

Segundo as investigações, pistoleiros da quadrilha praticam execuções por encomenda há mais de 10 anos.

O MP afirma ainda que os suspeitos possuíam ligação estreita com Adriano Magalhães da Nóbrega, o Capitão Adriano, morto em confronto com a polícia em fevereiro deste ano, na Bahia.

Leonardo, o Mad ou Paraíba, estava em casa, uma mansão em Vila Valqueire, na Zona Oeste do Rio.

Os alvos

  1. Anderson de Souza Oliveira, o Mugão;
  2. Leandro Gouveia da Silva, o Tonhão, preso;
  3. Leonardo Gouveia da Silva, o Mad ou Paraíba, preso;
  4. João Luiz da Silva, o Gago.
Leonardo Gouveia da Silva, o Mad ou Paraíba, preso em Vila Valqueire — Foto: Reprodução/TV Globo

Leonardo Gouveia da Silva, o Mad ou Paraíba, preso em Vila Valqueire — Foto: Reprodução/TV Globo

Dois anos de investigações

A investigação começou em 2018, depois do depoimento de Orlando de Araújo, o Orlando Curicica.

Orlando chegou a ser apontado como executor da vereadora Marielle e revelou a existência do Escritório do Crime. Segundo Orlando, agentes da DH da Capital recebiam propina para não investigar os homicídios cometidos por esse grupo criminoso.

Diotti era marido de Samantha Miranda, que foi casada com o ex-vereador Cristiano Girão, apontado como chefe da milícia da comunidade Gardênia Azul.

Grupo de miliciano morto na Bahia

A polícia afirma que também fazia parte do Escritório do Crime o miliciano Adriano Magalhães de Nóbrega.

Depois de mais de um ano foragido, Capitão Adriano foi morto em um confronto com policiais em um sítio na zona rural da cidade de Esplanada, na Bahia, em fevereiro deste ano.